Dois casos de agressão contra professores foram registrados em escolas estaduais de Itaquaqucetuba nos últimos 15 dias. No início desta semana, um aluno de 16 anos agrediu o professor no rosto por ter sido proibido de entrar na sala de aula após um atraso. Na semana passada, o docente foi ameaçado não apenas pelo estudante, mas também por seu pai, que não aprovou uma repreensão ao filho.

De acordo com o secretário de Organização para a Grande São Paulo do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Douglas Izzo, a violência de alunos contra professores é comum no município. Uma das agressões aconteceu na Escola Estadual Professora Dulce Maria Sampaio, no Parque Residencial Marengo.

Segundo um amigo do professor agredido que preferiu não se identificar, o aluno foi impedido de assistir a aula por ter chegado atrasado. Nervoso, o adolescente deu um “soco” no rosto do profissional e o ameaçou. Segundo Izzo, os professores são coibidos pela direção das escolas para que não comentem sobre os episódios de violência vividos nas salas de aula.

Segundo a Resolução n° 7/1990 da Secretaria Estadual de Educação, a concessão de entrevista por parte dos funcionários é condicionada a uma autorização prévia do Chefe de Gabinete da pasta, comandada por Herman Voorwald. “Eles são ameaçados pelos superiores e muitas vezes até negam quando questionados por pessoas de fora da escola. Os alunos conhecem essa regra, sabem que não serão punidos e continuam desrespeitando os professores”, explicou Izzo. O secretário afirmou ainda que na semana passada outro docente foi agredido por ter repreendido um dos estudantes. “O aluno o ameaçou e dias depois o pai dele fez o mesmo. A situação nas escolas de Itaquá está cada vez pior e nada é feito para controlar esses jovens”, destacou.

Questionado sobre o registro de boletins de ocorrência para os dois casos, Izzo afirmou que a direção escolar dificilmente permite a realização do procedimento. A Secretaria Estadual de Educação foi procurada pela reportagem do DAT, mas afirmou que nenhum caso de violência foi registrado nas escolas de Itaquá.

Publicado por: Diário do Alto Tietê
Em: 05/03/2011
Por: Cibelli Marthos