Um estudante de 17 anos desapareceu após ser perseguido por uma viatura do 17º Batalhão da Polícia Militar (PM) na noite da última sexta-feira no Jardim Novo Colorado, em Suzano. Um equipe do Corpo de Bombeiros, que fez buscas pelo adolescente, encontrou sangue, cápsulas de pistola, um celular e uma moto na rua Miguel Lopes de Oliveira. Quatro policiais foram detidos pela Corregedoria da PM acusados de atirar no menor. O caso está sob investigação.

Segundo o DAT apurou, por volta das 22 horas de sexta-feira, o estudante saiu da casa onde mora, no Jardim Novo Colorado, e se encontrou com o amigo Bruno Henrique da Silva Santos, 19. Ele disse ao pai que iria a uma festa, mas o próprio amigo confessou depois à polícia que eles pretendiam roubar uma moto em Mogi das Cruzes.

Os dois saíram de Suzano em uma motocicleta Honda CBX 250 Twister preta. Em Mogi, roubaram a moto Honda CG 150 Titan, placa DLW 0835, de um homem, que foi ameaçado com um revólver pela dupla. O local do crime e o nome da vítima não foram informados à reportagem. Santos fugiu com a moto roubada, enquanto o estudante com a Twister. A PM já tinha sido avisada sobre o crime, e uma viatura seguia à procura dos autores, que fugiram sentido Suzano. Eles avistaram o adolescente com a moto pela rua Miguel Lopes de Oliveira, no Jardim Novo Colorado. Após perseguição, o menor caiu da moto e foi abordado pelos policiais.

Uma testemunha teria afirmado à polícia de Suzano que viu os PMs carregarem o garoto por alguns metros e em seguida efetuar três disparos. Em seguida, os policiais foram embora. O homem não soube informar se os PMs levaram o corpo do estudante na viatura.

Os bombeiros foram acionados para procurar pelo garoto, mas encontraram apenas o sangue, algumas cápsulas, um celular e a moto. Santos foi ao Batalhão da PM de Suzano e assumiu o crime, mas afirmou não saber onde ele está, ou se está morto. Como o dono da moto roubada não reconheceu Santos (que estava de capacete), o rapaz foi liberado. A versão da testemunha foi registrada pela polícia e a Corregedoria da PM decidiu por deter os quatro policiais que estavam na viatura naquela noite. Eles permanecem presos em uma cadeia da capital enquanto as investigações continuam.

Publicado por: Diário do Alto Tietê
Em: 15/03/2011