Três em cada dez pessoas assassinadas no Alto Tietê são jovens, de acordo com levantamento apresentado pelo Instituto Sangari, que destaca o Mapa da Violência Nacional. Os dados negativos retratam a realidade dessa fatia da população na data em que é comemorado o Dia Mundial da Juventude. De acordo com a pesquisa, 307 homicídios foram registrados na região em 2008. Desse total, 88 dizem respeito a jovens, o que representa 28,6%.

A cidade com maior número de jovens mortos é Itaquá, com 35 homicídios contabilizados num total de 102, o que resulta em 34,3%. No ranking estadual, o município está na décima terceira posição entre os que registram maior índice de mortes por violência do Estado de São Paulo. Suzano registra o segundo maior número de homicídio de jovens, sendo 17, que correspondem a 24,6% das 69 mortes apontadas no estudo.

Em Ferraz, foram 13 jovens assassinados em 2008, o que representa um crescimento de 225% se comparado ao ano de 2007, quando o total era de apenas quatro. A cidade aparece na trigésima posição no ranking nacional. Em Poá, quatro jovens foram assassinados de um total de 12 mortes no ano. O número é superior ao de 2007, mas inferior ao de 2006, quando o total era de 11 mortes.

Mogi teve 12 mortes em uma soma de 56 homicídios no período analisado, o que resulta em 21,4%. O município também não conseguiu reduzir os índices do ano anterior, quando 11 jovens foram assassinados. Arujá reduziu seu índice em 50%, resultado da diferença de mortes em 2008 (5) e 2007 (10). Salesópolis, Biritiba Mirim e Guararema não registram assassinato de jovens de acordo com a pesquisa.

“As cidades do Alto Tietê estão posicionadas estrategicamente para o crime e, consequentemente, para a morte de jovens. A região possui três importantes estradas de acesso, o que propicia o roubo de cargas, por exemplo”, destacou o sociólogo Afonso Pola.

Realidade é de um país em guerra, diz sociólogo

Publicado por: Diário do Alto Tietê
Em: 30/03/2011
Por: Cibelli Marthos