Passados 13 dias do massacre de 12 alunos em uma escola do Rio de Janeiro, a equipe de reportagem do DAT visitou 12 unidades das redes municipal e estadual do Alto Tietê e conseguiu entrar em cinco delas sem a permissão de qualquer funcionário. A situação identificada denuncia a vulnerabilidade no sistema de segurança e no controle de entrada de visitantes nas instituições. As unidades de Poá e Itaquá apresentaram os maiores problemas, já que foi possível acessar até mesmo as salas de aula e pátios internos.

Na Escola Estadual Dulce Maria Sampaio, no Parque Marengo, em Itaquá, apesar de existirem uma secretaria e um portão com trava elétrica, a equipe entrou sem receber nenhum questionamento por parte dos funcionários e percorreu os três pavimento da unidade. A presença do DAT só foi percebida depois de dez minutos, quando a própria equipe se identificou.

Na Escola Estadual Domingos de Milano, na Vila Odete, é necessário se identificar para seguir até as salas de aulas, mas um portão lateral permitia o acesso até as quadras. A equipe tentou acessar as demais dependências da escola, mas foi abordada por funcionários. O DAT tentou entrar na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Charles Henry Tyler Townsend, mas um funcionário faz a triagem dos visitantes no portão de entrada.

Em Poá, a reportagem entrou nas escolas estaduais Professora Ivone da Silva de Oliveira, na Vila Áurea, e Padre Simon Switzar, na região central. Na primeira escola, onde o portão estava aberto, a equipe também só foi percebida após se identificar. Uma funcionária informou que, por se tratar de horário de entrada e saída de alunos e professores, o portão ficou aberto para circulação dos veículos. Na segunda instituição, a inspetora de alunos que permanece na entrada não percebeu o acesso da equipe, que circulou por todos os corredores e saiu sem ser notada. A Escola Estadual Bertha Corrêa, também no centro, possibilita a entrada de qualquer pessoa somente até a quadra esportiva, que estava repleta de crianças na manhã de ontem.

O DAT tentou entrar em duas escolas municipais de educação infantil e duas escolas estaduais de Suzano, mas em todas a equipe foi barrada na secretaria. Durante as visitas, foi possível identificar maior eficiência no sistema de segurança utilizado nas escolas municipais, em especial nas unidades que recebem bebês e alunos da educação básica. Em Ferraz, a equipe visitou a Escola Estadual Vila Corrêa II e não conseguiu ter acesso as salas de aula, mas circulou pelas áreas externas em torno do prédio.

Publicado por: Diário do Alto Tietê
Por: Cibelli Marthos
Em: 20/04/2011