Isolado: Parte da via ficou fechada por 15 horas até o DHPP chegar

O adolescente Thiago Colares Matias dos Santos, de 18 anos, morreu na madrugada de ontem em uma troca de tiros com a Polícia Militar (PM). Integrantes da Força Tática do 17° Batalhão suspeitaram da atitude do rapaz, que teria atirado contra a equipe. Na fuga, ele foi atingido por dois tiros e morreu após ser encaminhado para o hospital.

Segundo a PM, tudo começou próximo ao cemitério da Saudade, na Vila Lavínia. “Os policiais viram uma pessoa correr e atrás dela um homem em uma moto. Eles pensaram que se tratava de um roubo, seguiram o suspeito e ao darem sinal de parada foram surpreendidos por um disparo de arma de fogo”, explicou o coordenador operacional do 17°, capitão Alcides Dias Correa Neto.

O homem na moto era Santos. Ele teria fugido até a esquina da avenida Japão com a rua Doutor Tadeu de Freitas Oliveira, no Jardim Esperança, onde teria caído da moto. “De acordo com os policiais, assim que ele viu a viatura, passou a atirar. A equipe revidou e o atingiu”, contou o oficial.

O adolescente levou um tiro no peito e outro no abdome. Ele tinha um machucado no dedo mindinho da mão direita, mas a polícia não soube informar se a lesão foi causada por tiro. Os policiais levaram o rapaz para o Hospital Luzia de Pinho Melo, mas ele não resistiu aos ferimentos.

15 horas

Devido a nova portaria da Secretaria de Segurança Pública (SSP), que determina que as ocorrências de resistência seguida de morte devem ser atendidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), ontem parte da rua Doutor Tadeu de Freitas Oliveira, no Jardim Esperança, ficou isolada por mais de 15 horas. Um comércio que fica em frente ao local teve que ficar de portas fechadas.

Devido a vários outros casos de resistência ocorridos no Estado, os policiais do DHPP só iniciaram o atendimento por volta das 17 horas. Nesse período, sete PMs foram mobilizados para alternar turnos e preservar o local do crime. E a família de Santos, não conseguiu a liberação do corpo para ser enterrado.

Em nota, o DHPP, informou que “a Divisão de Homicídios passa por uma readequação dos recursos para atendimento as ocorrências de resistência seguida de morte da capital e Grande SP”. Segundo ele, em Mogi o corpo não estava em via pública e isso, outras ocorrências foram priorizadas.

Publicado por: Diário do Alto Tietê
Em: 03/05/2011
Por: Deize Batinga