Os pais de alunos que sofrem bullying devem, primeiramente, notificar formalmente a instituição de ensino, para que sua reclamação tenha validade. Esta é a principal orientação do Conselho Tutelar de Mogi para a resolução deste tipo de caso, que ainda gera discussões entre os profissionais de Educação, Direito e Psicologia.

De acordo com a conselheira Mônica Marques dos Santos, o mais importante é manter a escola bem informada e pedir soluções à administração da instituição, que conta com uma série de procedimentos próprios que devem ser aplicados. “Tem pais que afirmam ter reclamado na escola e que nada foi resolvido”, explicou a conselheira. “Por isso, é tão importante que a reclamação seja formal, com duas vias protocoladas. Assim, gera-se um documento incontestável”.

Segundo Mônica, se os pais da criança hostilizada não seguirem este protocolo, o Conselho Tutelar não pode influir diretamente no caso. “Esta é a forma de garantir que a escola tenha o direito de averiguar a situação, antes que as medidas mais drásticas sejam tomadas”, disse a conselheira. Ela afirma que o órgão é um fiscal da política pública aplicada à educação, e que é possível que as unidades resolvam os problemas dos alunos apenas com medidas pedagógicas. “Se após todas as notificações a escola realmente não tomar nenhuma ação, aí sim o Conselho Tutelar pode agir”, explicou.

É o caso de crianças que sofrem sequelas por causa do bullying, como problemas físicos ou psicológicos, e que precisam ser encaminhadas ao atendimento de profissionais da área.

Publicado por: Mogi News
Em: 11/05/2011
Por: Guilherme Peace