Quatro dias depois do Mogi News denunciar um suposto caso de bullying na Escola Estadual Rubens Mercadante de Lima, em César de Souza, a Secretaria de Estado da Educação informou que “supervisores de ensino estiveram na unidade para apuração do episódio e ele não ficou configurado”. Entretanto, já na próxima semana, uma palestra de conscientização de respeito e cidadania será realizada no local. A data e o horário não foram revelados.

No domingo passado, os pais de um estudante de apenas 10 anos de idade denunciaram que o filho sofria bullying dos alunos mais velhos. Desde o início do ano letivo, o garoto havia sido agredido duas vezes de forma grave. Na última, chegou a bater a cabeça depois de ser empurrado. O trauma fez com que o menino se recusasse ir para a instituição de ensino com medo de novos atos de violência.

A direção da Escola informou, por meio da Assessoria de Imprensa, que os estudantes que machucaram a criança já foram identificados. Segundo a Diretoria Regional de Ensino, o jovem acusado confessou que feriu o aluno durante uma “brincadeira” e os pais foram chamados, contudo, o agressor não foi punido. Para o Estado, o fato de o menino bater a cabeça quando “brincava” no corredor da escola, em nada significa mais um caso de bullying.

A Secretaria de Estado da Educação lembrou que a direção da escola por diversas vezes tentou reunir-se com os responsáveis e só dias depois foi procurada pelo pai do estudante. Após relatar o ocorrido, ele solicitou a transferência. Enquanto a direção providenciava, o pai desistiu do pedido, contudo, a escola garantiu que se ainda existir a necessidade de mudá-lo de escola basta procurar a instituição.

Atitude suspeita
A mãe da vítima, Elaine Cristina de Oliveira, 29 anos, contou que o filho estudou nos últimos anos em uma escola municipal e, em 2011 foi transferido para a escola de César de Souza.

As mudanças no comportamento do estudante foram os primeiros indícios de que algo estava errado. O garoto passou a reclamar das brincadeiras que aconteciam no banheiro. Dias depois apareceram as primeiras lesões no peito. Os ferimentos tiveram origem porque os alunos da 7ª série, mais velhos que a vítima, apertavam o peito do aluno.

A segunda agressão, o empurrão e a lesão na cabeça levaram os pais a procurarem a delegacia de ensino. Preocupados com o filho, os pais passaram a monitorá-lo. Eles orientaram o menino a ficar sempre próximo de um professor ou funcionário.

Publicado por: Mogi News
Em: 12/05/2011
Por: Cleber Lazo