A morte de quatro recém-nascidos na Santa Casa de Suzano, ocorridas no final de semana, não foi causada por infecção hospitalar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do hospital. A informação é do relatório elaborado pelas equipes de Vigilância Sanitária e Epidemiológica de Suzano. A infecção foi descartada após exames laboratoriais (hemoculturas) nos bebês. Porém, o interventor da unidade, Marco Izzo, afirmou que casos como esses podem ser resultado da superlotação da unidade.

De acordo com o parecer, técnicos da Vigilância realizaram vistoria na unidade e “constataram que o local apresenta boas condições sanitárias e de higiene e que os pacientes internados são assistidos por equipamentos adequados”. O relatório completo, com a causa da morte dos recém-nascidos, será divulgado hoje pela Secretaria Municipal de Saúde.

A avaliação desse documento “orientará a condução dos processos de assistência na Santa Casa”. Por conta do descarte de infecções na UTI Neonatal, a Prefeitura informou que não é necessária a notificação de órgãos estaduais e “muito menos a interdição da unidade”.

Na manhã de ontem, a Diretoria de Vigilância em Saúde (Visa) da Prefeitura foi procurada pela responsável pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica do Estado (GVE-SP) e informou ao órgão e ao Grupo de Vigilância Sanitária (GVS-SP) que já havia tomado as providências cabíveis, uma vez que o município tem gestão plena na vigilância sanitária.

Apesar de não ter sido registrada mais mortes e do resultado negativo do exame de sangue, para bactéria o presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Suzano, vereador Israel Lacerda (PTB), afirmou que a infecção ainda não pode ser descartada. “É um indicativo de que não há infecção, mas há outras situações que causam infecções”.

Caso
As mortes ocorreram num intervalo de 13 horas – entre às 18 horas do sábado e às 7 horas do domingo. Como os casos ultrapassam a média mensal de óbitos de recém-nascidos no hospital, que chega a dois, as equipes de Controle de Infecção Hospitalar e da Comissão de Óbito Infantil foram convocadas para investigarem o motivo das mortes.

Não foi informada a situação dos recém-nascidos antes do óbito, apenas que os bebês são de famílias suzanenses. Além da investigação, uma portaria com diversas medidas preventivas também foi publicada na unidade, alterando procedimentos realizados no setor. Agora, cada auxiliar cuida apenas de um bebê.

Publicado por: Diário de Suzano
Em: 20/05/2011