A família de uma jovem de 14 anos acusa a Santa Casa de Mogi das Cruzes de suposto erro médico. A adolescente com as iniciais A. A. A. deu entrada na unidade em trabalho de parto, no dia 9 de maio. Depois de 12 dias, ela começou a sentir fortes dores no órgão genital. Ela foi levada ontem pela manhã ao pronto-socorro da unidade, quando expeliu o que parecia ser um rolo de gaze podre e larvas. A jovem acredita que o material tenha sido esquecido dentro dela durante o parto. O procedimento foi feito dois dias antes de outra gestante dar a luz no banheiro do hospital.

A família da jovem procurou ontem o 2º Distrito Policial para registrar o Boletim de Ocorrência.

Segundo ela, no dia do parto a equipe médica estava com pressa, o que pode ter ocasionado o erro. “O parto foi normal, mas minha filha deu trabalho para sair então precisei de muita ajuda. Só que na mesma hora, outra paciente estava dando a luz no corredor. Neste momento, eles me atenderam de qualquer jeito”, denuncia.

Depois de 12 dias, a jovem estava em casa e começou a sentir muitas dores no órgão genital, além de notar um caroço. “Notei que esta região do meu corpo estava inchada e quando fui ao banheiro expeli larvas. Fiquei com vergonha de contar para a minha mãe porque estava com nojo. Só que ontem não consegui mais esconder, fiquei com febre, e com muita dor”, conta.

A mãe, Íris Aparecida Alves, já suspeitava que algo estava errado. “A gente sentia um odor muito forte, mas eu não imaginava que era isso”, contou. No hospital, a jovem foi atendida por um ginecologista que solicitou exame de urina. Quando foi coletar a amostra, o material que parecia ser gaze, com sangue e pobre foi expelido. “Na hora o médico começou a falar que não era a área dele e me passou a um clínico geral”, disse. A adolescente foi atendida pelo outro médico que diagnosticou uma forte infecção urinária, receitou antibióticos e liberou a paciente. Ela deverá passar novamente por um especialista na próxima segunda-feira, no posto de saúde de Jundiapeba.

Santa Casa
A reportagem do Mogi News procurou a direção do hospital que que não foi encontrada para falar sobre o assunto.

O coordenador da Ouvidoria do hospital, delegado Francisco Del Poente, informou que o caso só será apurado quando a paciente fizer a reclamação formal na unidade.

Publicado por: Mogi News
Em: 27/05/2011
Por: Jamile Santana