A Prefeitura de Suzano juntamente com a Santa Casa de Misericórdia do município vai elaborar um cronograma para fazer as adequações necessárias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do hospital. A informação foi dada ontem pelo prefeito Marcelo Candido (PT). O prazo para que isso aconteça não foi divulgado pelo petista.

Durante coletiva de imprensa, o interventor da unidade, Marco Izzo, reconheceu os problemas apontados pela Vigilância Sanitária. Entre eles: a inexistência de pias suficientes para o uso dos médicos, a falta de materiais para higienização, assim como a falta de procedimentos padronizados de higienização e a falha no sistema de ventilação. “Com muita tranquilidade, a Santa Casa reconhece as falhas historicamente e culturalmente. Precisamos profissionalizar ação de vários setores. Existem falhas estruturais, sim”.

Enquanto isso, o prefeito fez questão de enfatizar que as mortes dos 18 bebês na UTI Neonatal da unidade não motivaram a interdição parcial do setor, uma vez que nenhuma delas se deu por conta de infecção hospitalar. Para Candido, o Auto de Imposição de Penalidade da Vigilância Sanitária Estadual comprova essa afirmação.

“Esse auto é assinado pela arquiteta Sandra Regina Arruda. Porque o assunto diz respeito à situação físico funcional da unidade. As observações que foram feitas sobre a estrutura do prédio, particularmente sobre as instalações da UTI Neonatal, é que foram os motivos dessas observações apontadas no auto de infração. Portanto, uma vez que assinado somente pela arquiteta comprova que a questão se deve as instalações da unidade. Se houvesse qualquer ameaça de infecção, seria dada a providência imediata para transferir as crianças. Então a permanência delas na UTI significa a não ameaça iminente de morte”, esclarece o prefeito.

Candido apresentou ainda a evolução do atendimento do hospital nos últimos anos e comparou a situação atual com os problemas antes de intervenção da Prefeitura.

“Houve várias ocasiões em que o órgão sanitário do Estado visitou a Santa Casa de Suzano, e todas elas inserem um problema em virtude da falta higiene, profissionais habilitados e a falta de adequações nas instalações. No nosso caso, estamos falando de questões físico funcionais”, cita Candido.

Publicado por: Diário de Suzano
Em: 08/06/11