Geneticista Fernanda Gonçalves mostra Banco de DNA do Caminho de Volta

Segue aqui a relação completa da reportagem sobre crianças desaparecidas feita como conclusão do curso de Jornalismo e Políticas Públicas Sociais, da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a ANDI Comunicação e Direitos. Foram três meses de pesquisa sobre o tema, uma das mais aprofundadas que já fiz. Neste período conheci experiências inovadoras como o Projeto Caminho de Volta, da Faculdade de Medicina da USP, que tem um Banco de DNA das famílias que têm seus filhos desaparecidos. Conheci o processo de armazenagem do material biológico dentro do laboratório no prédio da FMUSP. A ideia foi mostrar que com vontade política, os municípios podem se beneficiar de tecnologias já existentes.

Outro projeto bem interessante e que será apresentado pelo Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) no fim deste ano é o trabalho desenvolvido pela Fundação Criança, em São Bernardo do Campo-SP. Com a oferta de uma série de serviços, não somente com a finalidade de auxiliar nas buscas, mas no apoio psicológico, jurídico, social as famílias, a fundação consegue agregar o trabalho de outros atores neste processo, como o Conselho Tutelar, a Polícia Civil, a assistência social, os serviços de saúde, os abrigos e instituições de acolhimento. É a articulação destes órgãos que faz com que apenas 1% dos casos não tenham sido resolvidos, contra a média brasileira que é de 15%.


Vale lembrar também tramita na Assembleia Legislativa um projeto de lei que busca implementar uma política estadual no enfrentamento de pessoas desaparecidas. Nesta semana, houve uma audiência pública sobre a propositura, que será analisado agora pela Comissão de Segurança Pública.

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