Crédito: Daniel Carvalho/DATFazer uma boa reportagem envolve muito mais do que ouvir fontes. É preciso ter sensibilidade para perceber que certos assuntos não podem apenas se ater a números e explicações jurídicas. Foi o que procurei fazer na reportagem sobre adoção. O enfoque inicial era levantar quantas crianças e adolescentes estão no Cadastro Nacional de Adoção e quantos pretendentes têm interesse em adotar. Por conflito nos números apresentados pelo Conselho Nacional de Justiça (responsável pelo cadastro) e os números informados por cada Fórum da região do Alto Tietê, não foi possível mapear em tempo esse contingente.

No entanto, ao entrevistar membros do Judiciário e de entidades de acolhimento institucional, identifiquei outros aspectos interessantes como a adoção internacional tem se transformado uma opção para a adoção de adolescentes e uma informação triste. Bebês abandonados em hospitais por mães dependentes de crack. O resultado está nessas matérias que produzi para o Diário do Alto Tietê. A boa notícia é que com a nova lei n. 12.010/09, ficou muito mais fácil adotar.

Região tem mais adolescentes do que crianças para adoção
Bebês são abandonados
Nova lei amplia possibilidades para quem quer adotar
Lembrando que o primeiro passo para quem deseja adotar uma criança ou adolescente é ir ao Fórum de sua cidade e procurar a Vara da Infância e da Juventude.