Tag Archive: bullying


O destaque da coluna “Por Dentro do Brasil” de hoje é para o aumento do número de jovens no mercado de trabalho, divulgado pelos principais jornais do País. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) revelam que o número de empregos com carteira assinada na faixa entre 16 e 17 anos cresceu 19%. Leia mais aqui. Outro assunto que tem tido bastante reflexão no Brasil e também em Mogi das Cruzes é o bullying. Em Belo Horizonte-MG, a Câmara aprovou uma lei municipal que estabelece uma série de medidas contra os praticantes deste tipo de intimidação entre crianças e adolescentes nas escolas. Leia mais aqui.


A prática do bullying será amplamente discutida por professores, advogados, pedagogos, comunicadores e psicólogos na noite de hoje, no auditório do Teatro Manoel Bezerra de Melo, localizado no prédio III, na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). O debate chamado “Bullying – assédio moral escolar: visão jurídica e pedagógica” ocorre às 19 horas.

O evento é gratuito e direcionado a professores da rede pública de ensino municipal e estadual, além de profissionais de Direito e acadêmicos. Mais de 150 pessoas devem participar do evento, que contou com inscrições na Diretoria de Ensino de Mogi. O cadastramento também pode ser feito hoje, pouco antes do evento.

O coordenador do Curso de Direito da UMC, doutorando e mestre em Direito Penal pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) professor Vitor Monacelli Fachinetti Júnior será o moderador do evento e contou que a ideia de discutir o assunto surgiu a partir de um grupo de estudos chamado “Ensaios jurídicos contemporâneos”. “Este grupo aborda vários temas para publicá-los em artigos científicos. Como o assunto está sendo bastante abordado, decidimos que este é o momento para a discussão”.

Durante o evento, os professores receberão dicas de como lidar com situações de bullying entre os alunos. “Na forma pedagógica, os professores serão orientados a acompanhar os alunos, identificar situações de agressão verbal e física, como tratar o assunto com os pais da criança e lidar tanto com a vítima quanto com o agressor, que também deve ser o foco da preocupação”, explicou.

Também serão considerados os aspectos jurídicos da prática do bullying, como o reforço na lei para impedir e punir a prática. Além de Fachinetti, também serão os moderadores o advogado e professor mestre em Direitos Difusos e Coletivos Walter Vechiato Júnior e a professora e doutora em Comunicação e Semiótica Luci Mendes de Mello Bonini.

Os debatedores serão o advogado e secretário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi Ademir Falque dos Santos, o advogado Laudicir Zamai Júnior e a coordenadora do curso de Pedagogia da UMC, doutora e mestre em psicologia escolar e desenvolvimento humano Tatiana Platzer do Amaral.

Publicado por: Mogi News
Em: 12/05/2011
Por: Jamile Santana

Quatro dias depois do Mogi News denunciar um suposto caso de bullying na Escola Estadual Rubens Mercadante de Lima, em César de Souza, a Secretaria de Estado da Educação informou que “supervisores de ensino estiveram na unidade para apuração do episódio e ele não ficou configurado”. Entretanto, já na próxima semana, uma palestra de conscientização de respeito e cidadania será realizada no local. A data e o horário não foram revelados.

No domingo passado, os pais de um estudante de apenas 10 anos de idade denunciaram que o filho sofria bullying dos alunos mais velhos. Desde o início do ano letivo, o garoto havia sido agredido duas vezes de forma grave. Na última, chegou a bater a cabeça depois de ser empurrado. O trauma fez com que o menino se recusasse ir para a instituição de ensino com medo de novos atos de violência.

A direção da Escola informou, por meio da Assessoria de Imprensa, que os estudantes que machucaram a criança já foram identificados. Segundo a Diretoria Regional de Ensino, o jovem acusado confessou que feriu o aluno durante uma “brincadeira” e os pais foram chamados, contudo, o agressor não foi punido. Para o Estado, o fato de o menino bater a cabeça quando “brincava” no corredor da escola, em nada significa mais um caso de bullying.

A Secretaria de Estado da Educação lembrou que a direção da escola por diversas vezes tentou reunir-se com os responsáveis e só dias depois foi procurada pelo pai do estudante. Após relatar o ocorrido, ele solicitou a transferência. Enquanto a direção providenciava, o pai desistiu do pedido, contudo, a escola garantiu que se ainda existir a necessidade de mudá-lo de escola basta procurar a instituição.

Atitude suspeita
A mãe da vítima, Elaine Cristina de Oliveira, 29 anos, contou que o filho estudou nos últimos anos em uma escola municipal e, em 2011 foi transferido para a escola de César de Souza.

As mudanças no comportamento do estudante foram os primeiros indícios de que algo estava errado. O garoto passou a reclamar das brincadeiras que aconteciam no banheiro. Dias depois apareceram as primeiras lesões no peito. Os ferimentos tiveram origem porque os alunos da 7ª série, mais velhos que a vítima, apertavam o peito do aluno.

A segunda agressão, o empurrão e a lesão na cabeça levaram os pais a procurarem a delegacia de ensino. Preocupados com o filho, os pais passaram a monitorá-lo. Eles orientaram o menino a ficar sempre próximo de um professor ou funcionário.

Publicado por: Mogi News
Em: 12/05/2011
Por: Cleber Lazo

O núcleo setorial de escolas particulares da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) tem desenvolvido uma série de encontros e reuniões com representantes dos colégios associados para debater assuntos polêmicos do âmbito escolar, como o bullying, a segurança na Internet e o desarmamento infantil. Uma palestra com um especialista em violência escolar foi realizada na manhã de ontem, na sede da associação, e outro encontro está marcado para a semana que vem. A palestra da próxima terça-feira será às 9 horas e um profissional de informática discutirá o uso da Internet na escola, além do cyberbullying (o bullying virtual), e as formas de monitorar de maneira sadia o uso dos computadores pelas crianças.

Além disso, o núcleo inaugurou ontem a própria campanha do desarmamento infantil, a exemplo da Polícia Militar de Mogi, que realizou o mesmo projeto no mês passado. A campanha da ACMC vai até o dia 10 de junho. Neste período, as armas de brinquedo serão recolhidas na sede da associação, e depois direcionadas a um artista plástico da cidade, que fará uma obra com o material. A exposição da arte será itinerante, em prédios públicos e colégios da cidade e começará no dia 27 de junho.

De acordo com o coordenador do núcleo, Renato Faria, o objetivo é levar os problemas comuns da escola para o grupo, em debates com especialistas. “São desde problemas legais até os pedagógicos e administrativos, o que melhora o preparo destes profissionais ao lidarem com estas situações”, disse.

Os interessados devem se inscrever pelos telefones (11) 4728-4324 e (11) 4728-4327.

Publicado por: Mogi News
Em: 11/05/2011
Por: Guilherme Peace

Os meninos estão mais sujeitos à prática do bullying escolar do que as meninas. No entanto, o bullying feminino é tão grave quanto o masculino. O porcentual de crianças que sofrem a prática da violência escolar – seja ela física, verbal ou psicológica – foi divulgado pelo professor David Sergio Hornblas, psicólogo especialista no assunto, em palestra realizada na sede da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), na manhã de ontem. O encontro foi organizado pelo coordenador do núcleo de escolas particulares da associação, Renato Faria, e contou com a presença de educadores e representantes dos colégios da cidade. O dado é de que pelo menos 34% dos meninos matriculados em todas as escolas brasileiras já sofreram algum tipo de bullying, enquanto que 24% das meninas vivenciaram a mesma situação. O professor se baseou em uma pesquisa realizada pelos institutos Plan/Ceats/FIA, que consultaram 5 mil crianças de todo o País para definir a incidência de bullying nas escolas brasileiras.

Hornblas explicou os motivos desta diferença, pela agressividade biológica natural do homem, em contraponto ao comportamento contido da mulher. No entanto, o objetivo principal da palestra foi transmitir aos educadores informações precisas sobre o bullying, como sua origem e suas causas. “O bullying consiste num ato contínuo de violência, atitudes intencionais, de um aluno contra outro, pela demonstração de poder ou superioridade”, explicou.

Para Hornblas, as pequenas intrigas entre as crianças são importantes para a formação da personalidade. “O que não pode é tornar-se um ato de humilhação”.

Outro ponto abordado pelo professor com importância é a responsabilidade da instituição de ensino em casos de bullying. “Este não é um problema da escola, mas da família das crianças”, afirmou Hornblas. “A escola deve apenas garantir uma forte prevenção, para que o ato não ocorra”. Segundo o professor, o agressor deve ser identificado, mas as medidas corretivas devem partir da família. “A escola garante a educação formal das crianças, mas a educação informal, sobre o que pode e o que não pode, deve ser garantida pelos pais”.

O bullying entre meninos, de acordo com o palestrante, é mais visível, pois a maioria conta com a agressão física e a intimidação. No caso das meninas, tudo é mais sutil. “As meninas praticam o bullying com olhares e comentários maldosos, o que hostiliza a vítima”.

Publicado por: Mogi News
Em: 11/05/2011
Por: Guilherme Peace

Os pais de alunos que sofrem bullying devem, primeiramente, notificar formalmente a instituição de ensino, para que sua reclamação tenha validade. Esta é a principal orientação do Conselho Tutelar de Mogi para a resolução deste tipo de caso, que ainda gera discussões entre os profissionais de Educação, Direito e Psicologia.

De acordo com a conselheira Mônica Marques dos Santos, o mais importante é manter a escola bem informada e pedir soluções à administração da instituição, que conta com uma série de procedimentos próprios que devem ser aplicados. “Tem pais que afirmam ter reclamado na escola e que nada foi resolvido”, explicou a conselheira. “Por isso, é tão importante que a reclamação seja formal, com duas vias protocoladas. Assim, gera-se um documento incontestável”.

Segundo Mônica, se os pais da criança hostilizada não seguirem este protocolo, o Conselho Tutelar não pode influir diretamente no caso. “Esta é a forma de garantir que a escola tenha o direito de averiguar a situação, antes que as medidas mais drásticas sejam tomadas”, disse a conselheira. Ela afirma que o órgão é um fiscal da política pública aplicada à educação, e que é possível que as unidades resolvam os problemas dos alunos apenas com medidas pedagógicas. “Se após todas as notificações a escola realmente não tomar nenhuma ação, aí sim o Conselho Tutelar pode agir”, explicou.

É o caso de crianças que sofrem sequelas por causa do bullying, como problemas físicos ou psicológicos, e que precisam ser encaminhadas ao atendimento de profissionais da área.

Publicado por: Mogi News
Em: 11/05/2011
Por: Guilherme Peace

O advogado Paulo Roberto da Silva Passos explicou que, em termos penais, não há implicações diretas aos envolvidos em casos de bullying, justamente por, na maioria das vezes, tratar-se de menores de idade. No entanto, o ato pode ser considerado infracional e as escolas devem tomar a posição para que não aconteça. “Em primeiro lugar, cabe à escola impedir que o bullying aconteça. Caso as administrações dos colégios não tomem conhecimento, devem ser notificados pelos pais”.

Se mesmo após a notificação nada for feito para resolver o problema, a escola deverá responder perante a Justiça. “Se for uma escola particular, o proprietário é quem responde. No caso de escolas estaduais ou municipais, cabe ao governo ou à administração pública responsabilizar-se pelo problema”. Passos afirma que os pais da vítima de bullying podem pedir indenizações por danos morais e até econômicos. “É um caso de responsabilidade objetiva, onde a instituição é culpada diretamente por aquilo que acontece em suas dependências”, disse o advogado. “Os pais devem procurar um promotor da infância e juventude e notificar o colégio. Depois disso, basta aguardar o desenrolar da situação”.

O presidente da OAB de Mogi, Marco Antônio Soares Junior, explica que a capitulação do bullying na lei é prevista de acordo com suas ações indiretas, especialmente quando se trata de lesão corporal ou ofensa à dignidade da pessoa agredida. “É importante que a comunidade debata este assunto e seus reflexos na vida das crianças”, disse o advogado. “É o momento de criarmos alternativas para impedir estes casos”, continuou.

Debate

No próximo dia 12, especialistas em Direito e Pedagogia se reunirão na Universidade de Mogi das Cruzes para debater o tema. O evento gratuito, chamado “Bullying- assédio moral escolar: visão jurídica e pedagógica”, será realizado no Teatro Manoel Bezerra de Melo, às 19 horas.

Publicado por: Mogi News
Em: 10/05/2011
Por: Guilherme Peace

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