Padre Vito em visita de cortesia a Mogi das Cruzes - Crédito: Delcimar Ferreira

Padre Vito em visita de cortesia a Mogi das Cruzes – Crédito: Delcimar Ferreira

Delcimar Ferreira

Uma história de lutas e de vitórias é o que se pode aprender com a vida de padre Vito Miracapillo. Italiano nascido na região de Andria, no sul da Itália, o sacerdote que veio na década de 1970 ao Brasil, em pelo vigor da ditadura militar, sentiu na pele o poder da opressão. Acusado de subversivo por defender os direitos dos camponeses na cidade de Ribeirão (PE), foi expulso por ninguém menos que o então deputado estadual Severino Cavalcante, à época pertencente a Arena, partido de apoio ao regime, político que anos depois viria ser eleito presidente da Câmara dos Deputados para ironia do destino. Neste último final de semana, padre Vito esteve em Mogi das Cruzes, em visita de cortesia ao colega de batina, padre Carmine Mosca e, pela primeira vez, regressou ao País que lhe acolheu de forma solidária com o visto definitivo devolvido pelo governo federal, sob a assinatura da presidente Dilma Rousseff.

Em uma longa entrevista de mais de uma hora, o blog esteve com o sacerdote na residência paroquial na Vila São Sebastião em Mogi para conversar sobre o que motivou a expulsão por parte do governo, a batalha jurídica que enfrentou até ser deportado para a Europa e o apoio incondicional que recebeu de amigos, de parte do clero e da sociedade civil. Confira na íntegra, o depoimento de padre Vito em seis partes: a atividade pastoral, as pressões políticas, a saída de Pernambuco, o julgamento no STF, a revogação e o legado da evangelização.

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