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A Rede Irradiar, que atua na prevenção à violência doméstica em Itaquaquecetuba, juntamente com o projeto Plataforma Centros Urbanos, de responsabilidade do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), realizarão hoje a segunda caminhada pelo Fim da Violência Sexual Contra Crianças.

O ato terá início às 9 horas, na avenida Gonçalves Dias, no parque Marengo. A expectativa é atrair aproximadamente mil pessoas.

O objetivo é chamar a atenção da população quanto ao número de crimes registrados no ano passado na cidade, que chegou a 392 casos.

De acordo com a psicóloga e uma das organizadoras da caminhada, Maildes Ferreira de Olanda, o número de casos de crianças que são vítimas de crimes hediondos, muitas vezes praticados por membros da família, é bem maior. Porém, as ameaças feitas por criminosos e o medo impedem as vítimas de denunciar. “Acreditamos que, com a passeata, é aberta uma possibilidade para o assunto vir à tona. Já houve casos em que, após o ato, as crianças acabavam contando o que estava se passando com elas. Queremos criar um mecanismo de informação direta”, disse Maildes.

A violência doméstica, segundo ela, é praticada por alguém íntimo da criança, como parentes próximos, pai e, inclusive, a mãe. “Há casos em que a própria mãe comete tal ato, porém, na maioria dos casos, é a figura paterna. A criança violentada apresenta mudanças de comportamento. O desempenho na escola cai, ela passa a inventar mentiras, fica triste e mais chorosa. Ela acaba ficando dependente do que é certo ou errado pelo agressor e não sabe mais em quem acreditar”, avaliou a psicóloga.

A caminhada percorrerá diversas vias e terá vários pontos de encontro no Parque Marengo, tais como na avenida Veridiano de Carvalho, 390; rua Teófilo Dias, 95; avenida Érico Veríssimo, 125; avenida Ferreira de Menezes, 280; e avenida Gonçalves Dias, 350. Quem quiser participar do ato deverá ir de camiseta branca.

Publicado por: Diário do Alto Tietê
Em: 18/05/2011
Por: Ariane Noronha

Investir no jovem é o caminho para romper a pobreza mundial. Este é o tema do ano do relatório da Situação Mundial da Infância, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Em uma análise global, a Unicef considera que o investimento no jovem é urgente e que esta geração será responsável por solucionar problemas como as crises financeira e ambiental, além de pandemias e o envelhecimento da sociedade. Segundo levantamento do órgão, 30% da população brasileira tem menos de 18 anos. Pensando no futuro, a Guarda Mirim de Suzano vêm acolhendo jovens que buscam uma oportunidade no mercado de trabalho. Só no ano passado, 1,8 mil foram beneficiados.

Segundo o presidente da Guarda Mirim, Natal José Francisco, são realizadas atividades de desenvolvimento pessoal e aulas de português e matemática, tudo para aperfeiçoar o conhecimento do jovem e, em seguida, encaminhá-lo ao mercado de trabalho. De acordo com ele, jovens de 14 a 24 anos podem se inscrever para participar do programa. “Hoje temos 300 adolescentes trabalhando. O jovem é o presente e tem de estar inserido em atividades focadas para que ele tenha uma formação melhor, uma visão mais abrangente. Mesmo já tendo melhorado bastante, a carência no mundo continua sendo o investimento do jovem”.

De acordo com ele, para participar do programa, os jovens são avaliados pelo currículo escolar. Em seguida, a Guarda Mirim aplica uma prova de redação para ver o grau de interesse do candidato. “Temos cerca de 100 estudantes aguardando a oportunidade. Os jovens que começam aqui não se arrependem”, revelou Francisco, completando ainda que a Guarda Mirim é uma associação sem fins lucrativos que já atendeu mais de 10 mil adolescentes em três décadas e possui mais de 100 empresas parceiras. “30% da população do País, segundo a Unicef, é considerado jovem. Temos 20 milhões de adolescentes brasileiros. Temos de investir mais e não apenas como cumprimento de uma exigência”.

Publicado por: Diário do Alto Tietê
Em: 22/03/2011
Por: Ariane Noronha

Relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela a realidade dos jovens no Brasil. De acordo com o documento, 38% dos adolescentes do País vivem em situação de pobreza, sendo este o grupo etário mais vulnerável ao desemprego e às inúmeras manifestações da violência. Ainda há outro dado alarmante: aumentou o número de casos de gravidez na adolescência. Em 1998, foram registrados mais de 27 mil nascimentos de mães de 10 a 14 anos. Em 2008, este número subiu para 28 mil. A maioria dessas meninas foi vítima de abuso sexual ou de exploração sexual comercial, o que as leva a abandonar a escola e a se afastar do convívio familiar. A redução do problema depende de políticas públicas mais bem orientadas e qualificadas.

Fonte: Clipping ANDI

[A notícia foi publicada nos principais jornais do País- 26 a 28/02/2011]

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