A promotora da Vara da Saúde Pública, Celeste Leite dos Santos, recorrerá da decisão da juíza da 2ª Vara Cível de Suzano, Renata Vergara Emmerich de Souza, que indeferiu na manhã de ontem a liminar para a interdição total das alas ginecológica, obstétrica e pediátrica – incluindo a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Santa Casa de Misericórdia. Porém, a juíza já solicitou que os réus (Irmandade da Santa Casa e o corpo clínico – até mesmo o médico interventor, Marco Antonio Grandini Izzo) fossem citados, com máxima urgência, para defesa.

Em explicação da sua decisão, a magistrada argumentou que a interdição da alas traria “um grave problema social, mais precisamente de saúde pública”. No entanto, Celeste já revelou que tentará novamente a total interdição. A promotora se baseia nos relatórios realizados pelos órgãos fiscalizadores (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo – Cremesp; Conselho Regional de Enfermagem – Coren; Secretaria Estadual da Saúde e Vigilância Municipal). Estes relatórios revelaram diversas irregularidades, como: partos feitos sem a presença de um pediatra e a ausência de uma antecâmara ou área de acesso com condições de higienização de mãos na unidade neonatal do hospital. Apesar de indeferir a liminar, a juíza deu continuidade a ação civil pública contra a irmandade e o corpo clínico.

Esclarecimentos
O DAT apurou que o prefeito Marcelo Candido (PT) e a secretária Municipal de Saúde, Célia Bortoletto, não compareceram à Promotoria de Justiça na última sexta-feira para prestarem esclarecimentos sobre as diversas mortes de recém-nascidos sob os cuidados da prefeitura, neste ano.

Segundo a assessoria de Imprensa do Ministério Público, Candido confirmou que irá à Promotoria hoje para se reunir com Celeste. Se isto realmente acontecer, será a primeira vez que o petista falará oficialmente sobre as mortes.

Publicado por: Diário do Alto Tietê
Em: 06/06/2011
Por: Vivian Turcato