O valor de reajuste salarial anunciado ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) aos professores da rede estadual não agradou a classe trabalhadora. O governador propôs um aumento gradativo de 42,2% em quatro anos, no qual o primeiro será de 13,8% a partir de 1º de julho. Para o ano seguinte, a previsão é 10,2% de acréscimo. Em 2013, o porcentual será de mais 6% e, em 2014, subirá 7%. Os porcentuais são para que tem jornada de trabalho de 40 horas semanais. Professores no Alto Tietê não concordam com a decisão e querem a incorporação das gratificações e bônus no reajuste, além da data-base salarial para 1º de março, sob o risco de greve no dia 20.

“O governador está acionando o reajuste para julho e isso não ajudaem nada. Queremosredução de jornada de trabalho para 20 horas semanais e diminuição de alunos por sala de aula para até 25. Hoje cada sala chega a até 50 estudantes”, afirmou o conselheiro do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) em Suzano, Marcos Luiz da Silva. O dirigente sindical disse ainda que marcou uma reunião no Conselho Regional de Ensino,em São Paulo, entre os representantes das instituições de cada cidade. e estão com uma perspectiva de entrar em greve no próximo dia 20.

A diretora da Apeoesp de Poá e Ferraz de Vasconcelos, Jucinéa Benedita dos Santos, avalia o reajuste. “Já reivindicamos 36% de reajuste de imediato, retroativo a março. Entendemos que o porcentual apresentado por Alckmin, daqui há dois anos, estará defasado”, afirmou ela, ao completar que a categoria abrirá nova negociação e reivindicará carga de 20 horas com aluno e 20 horas destinadas a capacitação dos professores. “Cumprimos hoje uma carga de 40 horas, sendo 33 horas-aulas e apenas 7 horas com atividades preparatórias aos alunos. Já existe uma lei federal que permite que o professor lecione por 27 horas e cumpra 13 horas de atividades, mas, o Estado não se manifestou a respeito”, finalizou.

Publicado por: Diário do Alto Tietê
Em: 13/05/2011
Por: Ariane Noronha